Erika Hilton e a Comissão dos direitos das mulheres

Erika Hílton foi indicada, pelo PSOL, para presidir a Comissão das Mulheres.

Segundo pesquisas, a grande maioria dos brasileiros estimam que ela não deveria presidir essa comissão, pelo fato de não sendo biologicamente mulher ela seria incapaz de levar adiante com sucesso essa missão. Entretanto, esse ponto não é o que me incomoda mais. Idealmente, sim, essa comissão deveria ser presidida por mulheres verdadeiras, biológicas, mas alguns homens poderiam, provavelmente, exercer essa função como, por exemplo: ginecologistas, alguns sociólogos especializados na condição feminina.

O primeiro ponto que me incomoda é que Erika Hílton menciona, logo de início, o aspeto « reparação da sua própria história, ter sido maltratada por ser trans ». O lugar mais adequado para isso é o consultório de um psiquiatra ou psicólogo. A verdadeira superação não se faz com um sucesso profissional ou uma vingança da sociedade, mas deve começar com um trabalho sobre si mesma.

O segundo ponto que me incomoda é a falta de inteligência relacional. A função de deputado federal e, em particular, de presidente de uma comissão exige uma postura firme, com certeza, mas principalmente cordial. O comportamento agressivo, insultante e quase histérico, de Erika Hílton é incompatível com essa função.

Expressões tais « esgoto da sociedade », « imbeCIS », « pessoa que gesta » … são inaceitáveis com o cargo que ocupa. Esse comportamento, feito com insultos, ódio, arrogância e agressividade dirigidos às mulheres biológicas é uma prova que essa superação indispensável ainda não aconteceu.

Tendo em vista esses pontos, é muito provável que Erika Hílton esta mais preocupadas em privilegiar as pautas « trans », pauta ideológica, deixando em um segundo plano os verdadeiros problemas das mulheres biológicas.

Isto tudo tem relação com o seu comportamento incompatível com a função e não transfobia ou qualquer tipo de preconceito. Houve o caso de Clodovil que tinha um comportamento adequado e foi muito respeitado pelos seus pares.

Como eu imagino o futuro de Erika Hílton ? O seu comportamento é muito semelhante ao de Jean Wyllys e é o que muito o prejudicou. Erika Hílton foi eleita, por acaso, para essa comissão. Tenho sérias dúvidas que ela consiga novamente se eleger para a presidência de qualquer que comissão que seja na Câmara. Talvez ela ainda consiga mais um mandato de deputado, mas penso que ela acabara como Jean Wyllys, desaparecer da vida pública e cair no esquecimento.